INTERNET,REDES SOCIAIS e JOGOS ELETRONICOS


USUÁRIOS CADA VEZ MAIS
DESCONECTADOS
DA REALIDADE

Uma avalanche de informações com ofertas de todos os tipos. Redes sociais, internet, jogos online, video game, RPG, filmes, séries, bate papo; aplicativos com rolagem infinita em que alguns até dão dinheiro pelos vídeos assistidos. Estratégias, ofertas cada vez mais ousadas e toda parafernalha para manter os usuários o maior tempo possível conectados à rede. E tudo isso é inversamente proporcional à atenção que o próprio usuário disponibiliza para refletir sobre as horas a fio no computador e/ou no celular.

	A proporção de tempo seja pelo trabalho ou o simples passatempo. O sentimento é de viver 24 horas imerso no mundo digital, com a compulsão de quem somente desconecta para se alimentar ou ir ao banheiro. Já que, salvo raras exceções, ir ao  banheiro com o celular remete a imagem de um paciente carregando o suporte do soro, indo fazer as necessidades, enquanto está, não necessariamente, sendo medicado.

	Nem o horário de almoço escapa para checar as novas postagens, atualizar a timeline e de quebra, parar a refeição e trocar mensgens. Sem contar aquele tempo só de toalha depois do banho. A saída com os amigos então, é a saída com o celular. Quem não se deparou com postagens do tipo “Partindo centro da cidade”, “Partindo Suzanápolis”, selfies... fotos com familiares e amigos, redes sociais, vídeos no Tik Tok e Kwai, a febre do momento.

	O fato de ser algo habitual e corriqueiro, tira a noção de tempo para qual se dedica à rede. Alguns casos o uso é tão intenso que começa  a atrapalhar os afazeres do dia a dia. Comprometendo a produtividade no trabalho e o convívio social. Apontando para um problema mais sério, a pessoa estar viciada no uso das redes.


A avalanche de informações e ofertas gratuitas, algumas em dinheiro, são tão viciantes, a ponto de, quem não conseguir utilizar o celular por falta de bateria, por exemplo, sentir ansiedade ou crises de pânico acompanhados de uma sensação de vazio, próprio da abstinência de usuários em drogas.
Segundo um levantamento da empresa NordVPN sobre os hábitos dos brasileiros conectados à rede, a surpresa ficou por conta das projeções da pesquisa, os internautas passam mais de 41 anos na internet, o que equivale a 54% do tempo de vida médio da população, quatro dias inteiros por semana totalmente conectados, equivalente a 197 dias por ano. E, levando em consideração que a expectativa de vida no país e de 75 anos, 9 meses; 41 anos, três meses e 13 dias seriam dedicado à internet.

Na rota de observação, a pesquisa revela não somente o impulso ao uso descontrolado, provocado pelos aplicativos, também as estratégia usadas justamente para terem esse poder de dominar e manter os usuários conectados, sem que eles percebam o jogo envolvido, entre a linha do bom senso e a compulsão. E é o objetivo autodeclarado de ensinar os programadores do Vale do Silício – região da Califórnia, conhecida por ser o lar de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo como Google, Facebook e Netflix – para transformar o comportamento dos usuários em seus produtos. O Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidde de Stanford recorreu à obra do especialista em comportamento “Burrhus Frederick Skinner, que ficou conhecido pelo esquema de reforçamento. Por meio do condicionamento operante, o esquema ensina o cérebro pela consequência após a ação. Se determinada ação é classificada como “boa”, há um estímulo positivo para o cérebro repetir a ação no futuro. Nas redes sociais os reforços positivos são constantes: curtidas, comentários em publicações e atualização dos feeds. Esses elementos são chamados de reforçadores da razão variável, porque nunca se sabe quando ou em que quantidade essa recompensa virá. Por meio dos esquemas de reforçamento, de forma gradual os usuários passam a agir como apostadores, toda vez que olha para o celular, sente vontade de checar o perfil para ver se há algum prêmio reservado. Quando esse está lá, ocorre a liberação de dopamina.